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O que é Inteligência artificial?

o que é inteligência artificial

Por Maristone Gomes


O que é ficção e o que é verdade quando o assunto é Inteligência artificial

Sou fã dos filmes do Exterminador do Futuro. Vibrei igual criança quando os novos filmes da franquia foram anunciados e adorei ver Sarah Connor de novo. Estou falando sobre isso aqui agora porque quero conversar sobre Inteligência Artificial e, quando esse é o tema, lembramos logo de histórias sobre máquinas fazendo crueldade com os humanos. Você já deve ter percebido, claro, que esse cenário não tem nada a ver com a realidade. A cultura pop tem vários exemplos apocalípticos. Essa visão rende filmes e livros fantásticos, mas para nos prepararmos para o futuro real, temos que entender melhor o que é a IA e o que ela pode fazer por nós.

O que é inteligência artificial

Eu sei e você também sabe que inteligência artificial não é robô perseguindo a humanidade. O termo, entretanto, ainda confunde muita gente. Gostei da forma como a Neurotech explica o conceito: 

“[Inteligência Artificial] É o termo amplo usado para abranger todas as máquinas, ferramentas, métodos e dispositivos que realizam atividades inteligentes, como o próprio nome já indica. Isso significa que tudo aquilo que é dotado de IA tem a capacidade de solucionar problemas, planejar, manipular objetos ou reconhecer vozes, rostos e imagens. A inteligência artificial é uma sub-área da ciência da computação direcionada ao desenvolvimento de computadores capazes de resolver problemas complexos. As máquinas executam funções cognitivas por meio de algoritmos, simulando a nossa forma de assimilar informações, generalizar sobre casos passados e tomar decisões em situações futuras”.

Em outras palavras, podemos dizer que Inteligência Artificial é a capacidade que damos às máquinas, por meio de programações, de executar tarefas que se assemelham com a nossa forma humana, de raciocinar, aprender e decidir. É uma simulação. O computador não está “pensando” no sentido biológico e filosófico que falamos sobre o pensamento humano. O que as máquinas dotadas de Inteligência Artificial fazem é criar e identificar padrões, e estabelecer conexões entre um dado e outro. A vantagem é que elas conseguem fazer isso com um volume de informações enorme, em uma velocidade muito maior. Com a repetição, essas máquinas conseguem também aprender com o próprio processo.

Aliás, repetição, conexão e padrão, são palavras-chave aqui. Lembre delas porque voltaremos a esses temas daqui a pouco.

O diferentes níveis de Inteligência Artificial 

Nem toda inteligência é igual. Quando falamos de máquinas que raciocinam e suas aplicações, temos que entender que existem camadas. A IA pode ser mais básica ou mais complexa. Existem definições diferentes sobre os níveis de Inteligência Artificial, mas podemos dizer que eles são um crescente no quanto a máquina pode fazer e no quanto cada etapa se soma às anteriores para evoluir. 

Existem diversas classificações diferentes em detalhes, mas aqui pegarei emprestado a da empresa de eletrônicos sul-coreana LG, que resumiu 4 níveis de Inteligência Artificial em uma apresentação durante a edição de 2020 da CES, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Para eles, podemos categorizar a IA da seguinte forma:

  • O nível 1 é a eficiência: Esse nível facilita interações. É o que já temos hoje com assistentes como a Alexa e o Google Assistente, e também aparelhos de ar condicionado que conseguem detectar a presença de alguém no ambiente e se ligar sozinho.
  • O nível 2 é a personalização: A máquina começa a acumular dados e aprender padrões para usar em futuras interações. A inteligência artificial tem uma memória própria e consegue diferenciar você de outros usuários por meio da voz ou face.
  • O nível 3 diz respeito ao raciocínio: Esse nível precisa de muitos dispositivos inteligentes colaborando entre si para estabelecer relações de causa e efeito. É uma inteligência coletiva do sistema. 
  • O nível 4 é a exploração: A máquina tem um aprendizado experimental por tentativa e erro para formular hipóteses. Ela testa novas ideias para ver o que funciona para você.

No que a inteligência artificial é muito boa

A Salvus trabalha com Inteligência Artificial pois acreditamos que essa tecnologia é extremamente útil, especialmente quando voltada para workflows complexos onde é necessário gerir grandes massas de dados e ações, como é o caso do setor de saúde.

Em geral, as tecnologias disponíveis até o momento estão nos níveis 1 e 2. Há pesquisas e testes em andamento para aplicações em nível 3. Para existir, cada uma dessas camadas se alimenta da expertise adquirida na etapa anterior. É como um aprendizado em sequência no qual o conhecimento adquirido em um momento, permite a aquisição de outros conhecimentos mais adiante. Em comum, todas elas têm algumas funções que a Inteligência Artificial executa muito bem. São aquelas palavrinhas que citamos: repetição, padrão e conexão.

As máquinas dotadas de inteligência são muito competentes em realizar tarefas como:

  • Executar tarefas repetitivas ou com alto grau de detalhe.
  • Identificar padrões e detectar alterações nesses padrões.
  • Analisar grande quantidade de dados.
  • Fazer conexões entre informações dentro de um universo grande de dados.  

Exemplos de inteligência artificial na prática

Uma das aplicações mais recentes e interessantes dessa capacidade da IA de identificar padrões no meio de uma grande quantidade de dados veio do Canadá. Uma empresa daquele país conseguiu prever um dos piores problemas que estamos enfrentando neste exato minuto: a pandemia de Covid-19. 

Antes da Organização Mundial da Saúde emitir um alerta sobre o coronavírus que começava a se espalhar pela Ásia, a startup BlueDot apontou quais cidades seriam afetadas inicialmente: Bangkok, Seul, Taipei e Tóquio. A empresa conseguiu esse feito usando uma plataforma movida à Inteligência Artificial que analisa e interpreta dados reunidos de diferentes fontes. 

No caso da COVID-19, o sistema “leu” vários artigos da imprensa chinesa e “percebeu” algo fora da curva: 27 casos do que eles chamaram de “pneumonia incomum”. Usando dados globais de passagens aéreas para entender para onde os infectados poderiam estar viajando, a empresa mapeou como a doença se espalharia e alertou o mundo. Adrenalizante imaginar isso acontecendo em tempo real.

Inteligência Artificial na saúde

Esse tipo de aplicação da Inteligência Artificial faz muito sentido para nós que trabalhamos na área de saúde. Não faltam bons exemplos.

Um consórcio brasileiro está trabalhando de forma colaborativa para aprimorar o diagnóstico de Covid por meio de análise de dados turbinada com Inteligência Artificial. A tecnologia é usada para observar imagens de tomografia de pulmões e mapear cada detalhe como coloração e relevo. Cruzando os “mapas”, a IA consegue identificar sinais, mesmo muito pequenos, de problemas. O grupo de especialistas é formado por hospitais e empresas de saúde e de tecnologia e reúne cerca de 450 radiologistas.

Um trabalho parecido foi realizado no início do ano em um parceria entre a Google e a Imperial College, em Londres. Máquinas inteligentes foram usadas para analisar mamografias e foram mais precisas do que médicos humanos na detecção de câncer.

As aplicações da Inteligência Artificial na saúde são muitas e possibilitam diversos avanços. No momento, estamos trabalhando em uma solução que vai deixar o atendimento de saúde em domicílio mais eficiente para os profissionais e empresas, e mais barato para o paciente. Mais adiante, poderei falar mais sobre esse produto e quero muito continuar essa conversa sobre tecnologias emergentes na saúde.

PS.: No próximo artigo nos aprofundaremos ainda mais sobre IA e como ela está sendo aplicada na saúde.

Fontes:

Neurotech

CES 2020

Exame

Set.org

Diginomica

Época

G1

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